
"Já ouviste falar da banalização do amor e do amo-te? Pois é, parece que nos dias que correm há por aí muito boa gente que diz as coisas sem sentir. Ou então diz que sente e, no fundo, não sente nada e, se calhar, nem sabe o que é, realmente, esse sentimento, nem o que a ele está associado. É assim do género: hoje conhecem-se, amanhã gostam-se e no outro dia já dizem o amo-te para sempre! Pronto, lá estou eu, mais uma vez, com meias palavras. Conseguiste ler nas entrelinhas? Não? Eu explico! Estava, com muita pena minha, a referir-me a ti e a mais de metade da população mundial, que teimam em enganar-se a si próprios e aos que vos rodeiam."
Excerto de uma carta demasiado pessoal.

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